sexta-feira, 18 de março de 2011

ATIVIDADES DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO

LEITURA



Os alunos surdos devem ser expostos a leitura diariamente. Inicialmente e sempre que necessário, o conteúdo dos textos escritos deve ser interpretado pelo professor, na Língua Brasileira de Sinais, o que vai permitir ao aluno ampliar o conhecimento prévio, elemento fundamental para a compreensão e para a produção da escrita na Língua Portuguesa. Se o aluno sentir necessidade, o professor deverá interpretar o conteúdo da escrita na Língua Brasileira de Sinais.

Deve-se oferecer muitos textos, de diferentes gêneros textuais, o que vai propiciar aos alunos tanto a ampliação de suas possibilidades de compreensão e uso da Língua Portuguesa, quanto o domínio da gramática, e deve-se incentivar os alunos a ler e a escrever.

Ao introduzir um texto, deve-se explorar o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema, conversando na Língua Brasileira de Sinais, interpretando o conteúdo do texto ou mesmo introduzindo um novo gênero.

Obs.: Todas as atividades que os professores comumente desenvolvem oralmente com os alunos ouvintes devem se dar na Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos.


Atividades de leitura

Leitura compartilhada - O professor lê um texto com a classe e, durante a leitura, questiona, na Língua Brasileira de Sinais, os estudantes sobre as pistas lingüísticas que dão sustentação aos sentidos atribuídos. A estratégia favorece a formação de leitores, sendo indicada principalmente para o tratamento de textos que se distanciam do nível de autonomia dos alunos.

Leitura com interpretação na Língua Brasileira de Sinais pelo professor - São atividades de leitura realizadas pelo professor, como a leitura de livros em capítulos, que possibilitam o acesso a textos longos (e às vezes difíceis) que, por sua qualidade e beleza, podem vir a encantar o estudante, mas que, talvez, sozinho não o fizesse. Ler para crianças surdas, interpretando o conteúdo na Língua Brasileira de Sinais, é uma prática importante para despertar nelas a curiosidade e imaginação, como também para estimulá-las a refletir sobre temas complexos da experiência humana. Essa prática, se regular, faz com que os estudantes construam um repertório de textos.

Leitura autônoma - Envolve a prática de leitura em que o estudante surdo lê, silenciosamente, textos sem a mediação do professor. Tais situações são importantes, pois a criança aumenta a confiança que tem em si enquanto leitor, encorajando-se para aceitar desafios mais complexos.

Atividades de produção de textos

Produção de texto na Língua Brasileira de Sinais com escrita, pelo professor, na Língua Portuguesa - É atividade em que os estudantes, especialmente os que ainda não são alfabetizados, compõem o texto em Língua Brasileira de Sinais e o professor o escreve na Língua Portuguesa.

Durante essa atividade, os estudantes experimentam a tarefa de textualização, sem a preocupação com a escrita na Língua Portuguesa, mas testando suas hipóteses sobre as condições de textualidade da estrutura composicional do gênero a que pertence o texto.

Escrita de textos de memória - Envolve a escrita de textos que os estudantes sabem de cor. Sem a preocupação com o conteúdo a ser escrito, os estudantes podem ficar atentos a como se escreve, tanto em relação ao sistema de escrita alfabética como em relação aos padrões da escrita. Gêneros como parlendas e cantigas, prestam-se a esse tipo de atividade.

Produção de texto de acordo com sua hipótese de escrita - É atividade em que o estudante surdo experimenta a produção de textos mesmo sem o domínio da escrita alfabética. Durante essa produção, ele testa suas hipóteses sobre a escrita e, se a atividade é realizada em dupla, a troca com o colega pode propiciar o avanço nas hipóteses que ambos sustentam.

Reescrita de texto a partir de modelos - Tomar um texto como modelo e reescrevê-lo é atividade que coloca o estudante surdo, no papel do autor para produzir uma nova versão do texto-fonte. Essa atividade possibilita compreender o funcionamento do gênero em questão e a observação dos padrões da escrita.

Produção de novo texto a partir de modelos - É atividade em que o estudante surdo, produz um novo texto apropriando-se de traços da estrutura composicional do texto selecionado, que serve de modelo para desenvolver conteúdo temático de sua escolha. É o caso das paródias, por exemplo.

Produção de texto a partir de necessidades e escolhas pessoais - É a atividade de produção autônoma em que o estudante surdo mobiliza seus conhecimentos prévios para compor texto de sua autoria.

PLANEJAMENTO DE CURSO PORTUGUÊS PARA SURDOS

DISCIPLINA: Português para surdos (L2)


TURMA: 5 e 6

PROFESSORA: Liliane Duques



OBJETIVOS GERAIS:

• Valer-se da língua para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, ideias e opiniões, bem como de interpretar e considerar as ideias e significados, utilizando a LIBRAS para a compreensão ou como recurso;

• Utilizar a língua como instrumento de aprendizagem e valorizar a leitura como via de acesso ao mundo que é criado;

• Conhecer e utilizar as diferentes variedades linguisticas (gramática e ortografia) do português escrito e falado.



OBJETIVOS ESPECIFICOS

• Desenvolver a habilidade de produção de texto;

• Ampliar os conhecimentos do aluno com relação ao uso dos sinais de pontuação, aumentativo e diminutivo, artigos, pronomes, adjetivos, verbos, sujeito e predicados;

• Compreensão de texto e aplicação do vocabulário adequado na redação;

• Traduzir e interpretar o vocabulário do texto, aplicando-o em frases com o uso da LIBRAS;

• Valorizar a experiência dos alunos e estimular a sua criatividade e a capacidade de observação;

• Redigir uma história a partir de gravuras ou filme assistido acompanhado pela professora;

• Desenvolver a habilidade de distinguir os tempos presente, passado e futuro;

• Operar com a noção de sujeito e predicado.







CONTEÚDOS

• Gramática: frases, pontuação, acentuação, artigos, pronomes, adjetivos, verbos, sujeito e predicado;

• Elaboração de diferentes textos;

• Vocabulário – significação das palavras dentro de um texto;

• Interpretação através de leituras de textos, gravuras e filmes.



METODOLOGIA

Será feita uma integração das abordagens e explicações relacionadas à disciplina de português, com as demais, utilizando os textos e imagens das outras disciplinas para trabalhar a gramática da língua portuguesa, facilitando a compreensão dos textos das demais disciplinas. O aluno aprenderá a forma aceita de escrever no momento que aparecerem os erros e as duvidas, durante qualquer produção escrita, coletiva ou individual, auxiliando no uso da gramática ou ortografia.

O professor dará ênfase a dramatizações para a significação do vocabulário, explorando a expressão corporal que surgirá a partir das características dos textos. Além das dramatizações, o professor irá propor a turma jogos, cruzadinhas silábicas, enigmas e mensagens secretas, entre outros que surgirem.



RECURSOS DIDÁTICOS

• Xerox de vários textos, podendo integrar com outras disciplinas;

• Jornais, livros, revistas, etc.;

• Datashow;

• Vídeos, TV, DVD.



AVALIAÇÃO

• Interesse e participação;

• Trabalhos (aspectos estéticos e conteúdo);

• Aspecto gramatical e ortográfico na produção dos textos e frases escritas pelos alunos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA



Período de inscrições:


Período de inscrição e submissão de trabalhos:

a) De 01/12/2010 até 10/02/2011- para coordenação de Grupo Temático.

b) De 15/02/2011 até 16/03/2011 - para comunicação em Grupo Temático.

c) O coordenador de GT deverá entregar o número de resumo aprovados até 20/03/2011.

d) A organização do evento divulgará os GTs e seus participantes em (data a ser divulgada).

e) De 15/01/2011 até 15/03/2011 - para painéis.
 

A formação de professores de língua portuguesa: desafios para a Universidade e para a Escola de Educação Básica

Coordenador(es): MARIA IZABEL DE BORTOLI HENTZ / NARA CAETANO RODRIGUES

A prática docente e a elaboração do texto cientifico na universidade: dificuldades e possibilidades
Coordenador(es): ARLINDA CANTERO DORSA / MARIA AUGUSTA DE CASTILHO

Análise linguística na educação básica: realidade e possibilidade(s)
Coordenador(es): EDVALDO BALDUINO BISPO / JOSÉ ROMERITO SILVA

As Contribuições da Análise de Discurso para o Ensino de Língua Portuguesa
Coordenador(es): MARIA APARECIDA RESENDE OTTONI / LUZIA RODRIGUES DA SILVA

Avaliação e alfabetização
Coordenador(es): NARA LUZ CHIERIGHINI SALAMUNES /

Discurso, ensino de escrita e gêneros

Coordenador(es): JAURANICE RODRIGUES CAVALCANTI / CLECIO DOS SANTOS BUNZEN JÚNIOR

Ensino da gramática sob a perspectiva funcional
Coordenador(es): CLEBER ALVES DE ATAIDE /

Ensino da leitura: cognição e interfaces
Coordenador(es): VERA WANNMACHER PEREIRA /

Ensino de língua portuguesa para estudantes surdos em contextos de bilingüismo
Coordenador(es): SUELI FERNANDES / MARIA CRISTINA DA CUNHA PEREIRA

Ensino de Língua Portuguesa: o papel do livro didático no sistema de atividades da escola
Coordenador(es): DULCE CASSOL TAGLIANI /

Ensino de português em contexto bilíngue
Coordenador(es): TERCIANE ÂNGELA LUCHESE / CARMEN MARIA FAGGION

Ensino e aprendizagem de português e suas práticas em sala de aula
Coordenador(es): SÍLVIO RIBEIRO DA SILVA / ADRIANE TERESINHA SARTORI

Formação de professores: produções e experiências no ensino da leitura, da oralidade e do léxico
Coordenador(es): EVANDRO SILVA MARTINS / MARIA CECÍLIA DE LIMA

Gêneros de oralidade afro-brasileiros
Coordenador(es): ANDRÉ C. PAULA BUENO /

Gramática, gramaticalização e ensino no português brasileiro
Coordenador(es): VÂNIA CRISTINA CASSEB GALVÃO / MARIA CÉLIA LIMA HERNANDES

Leitura, escola e recepção dialógica: ler o mundo nas (inter)representações sócio- estéticas das novas linguagens
Coordenador(es): ROBSON COELHO TINOCO / NEIDE LUZIA DE REZENDE

Linguagem e Identidades sociais: currículo e formação de professores de LP
Coordenador(es): KASSANDRA DA SILVA MUNIZ / ANA LÚCIA SILVA SOUZA

O conhecimento dos gêneros do discurso na esfera escolar
Coordenador(es): MARIA MARTA FURLANETTO / NELITA BORTOLOTTO

O ensino da leitura e da produção de texto na universidade
Coordenador(es): MARINALVA VIEIRA BARBOSA / JULIANA BERTUCCI BARBOSA

O ensino da língua portuguesa na história das ideias lingüísticas
Coordenador(es): CLAUDIA REGINA CASTELLANOS PFEIFFER / MARIZA VIEIRA DA SILVA

O ensino de língua portuguesa para fins específicos no curso superior: análise e intervenção
Coordenador(es): SANDRO LUIS DA SILVA / CIRLEI IZABEL DA SILVA PAIVA

O ensino de Língua Portuguesa: experiências e reflexões
Coordenador(es): ELISETE MARIA DE CARVALHO MESQUITA / ELIANA DIAS

O ensino e a prática de leitura em cursos de graduação
Coordenador(es): ELIZABETH DEL NERO SOBRINHA / CINTHYA TORRES MELO

O Latim e o Ensino de Português
Coordenador(es): JOÃO BORTOLANZA /

Para além dos muros da universidade: o ensino de língua portuguesa na perspectiva da formação continuada
Coordenador(es): ORMEZINDA MARIA RIBEIRO /

Português como língua adicional: Políticas linguísticas, ensino-aprendizagem e (trans) formação docente
Coordenador(es): KLEBER APARECIDO DA SILVA /

Português língua materna e estrangeira: diálogos possíveis
Coordenador(es): MARIA HELENA DA NÓBREGA /

Relações entre texto e língua no ensino de Língua Portuguesa
Coordenador(es): ERANI STUTZ / LUCIANA GIMENES

Semiótica e estética do cotidiano: leitura e escrita
Coordenador(es): DARCILIA MARINDIR PINTO SIMOES / ELIANA MENESES DE MELO

Sociolinguística e Formação de Professores de Língua Portuguesa Materna e Não-Materna
Coordenador(es): MARIA DO SOCORRO PESSOA /

Terceira Idade na sala de aula
Coordenador(es): REGINA HELENA PIRES DE BRITO / MARIA LUCIA MARCONDES CARVALHO VASCONCELOS

Transposição didática nas práticas de ensino de português como língua materna: um mesmo tema, diferentes abordagens
Coordenador(es): MARIA HELENA DE PAULA / MIRIAN SANTOS DE CERQUEIRA

I CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE SURDEZ


Aprenda no SILÊNCIO!!!

Espero que minhas contribuições te enriqueçam de alguma forma.